"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos" (Charles Chaplin)
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
A minha visão das ajudas ao Haiti

Pois amigos, quando toda a gente escreve, fala e "ajuda" o povo do Haiti, o meu blog ainda nada tinha dito, por isso aqui vai a minha humilde opinião.

 

Desde logo lamento toda a desgraça que ocorreu com o pobre povo do Haiti, pois estas situações não são nada agradáveis em em lado nenhum, mas estão sempre a acontecer em Paises pobres e miseráveis, porque será ?

Agora toda a gente se junta para ajudar, para arranjar fundos, mas eu acho que nem 5% desses fundos vão chegar ao haiti, ou pelo menos aos necessitados do Haiti, acho que a unica ajuda que é verdadeira, são os braços amigos que foram para o Haiti ajudar com medicamentos, com sabedoria medica, nas buscas enfim , só essa ajuda é que é verdadeira, pois tudo o resto é show-off, não é que numa primeira linha não seja verdadeira, mas depois esses fundos vão parar aos bolsos errados.

 

 

 

Rt - 6154 



publicado por R T às 22:14
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1 comentário:
De Ricardo Alves Gomes a 27 de Janeiro de 2010 às 15:18
Caros Amigos e Concidadãos:

Foi lançada uma petição online, oriunda dos Açores, apelando ao Estado Português para que se empenhe junto das Organizações Internacionais, no sentido de Portugal integrar os países disponíveis para prestar acolhimento a desalojados do Haiti, cuja evacuação em larga escala acontecerá em breve.

Em vários pontos do nosso País, particularmente nas comunidades mais pequenas, em especial em certas Ilhas dos Açores, as populações querem ajudar, mas ou não encontram forma de encaminhar a sua ajuda material, ou não dispõem de recursos financeiros bastantes para depositar nas contas/donativos que estão abertas.

Porém, esses portugueses de Boa Vontade, estão dispostos a oferecer os seu melhor, individual e colectivamente para, à escala dos meios, acolherem desalojados do Haiti, proporcionando-lhes condições de vida condignas e apoio humano, de modo a que os sinistrados possam encontrar o amparo que lhes falta, o conforto que merecem, e fundada esperança num dia melhor.

Bem sabem os signatários que o Estado Português, instituições várias, de solidariedade social e outras, tudo estão a fazer para tentar minorar a dor do Haiti. Nesta fase, as ajudas possíveis estão em curso. Todavia, se nesta fase todas as ajudas importam, se todos os contributos ajudam, por conseguinte, na fase que se segue, não há-de ser diferente.

A missão humanitária em torno do Haiti não poderá ser dada por encerrada quando os sobreviventes estiverem resgatados, os mortos enterrados, os doentes assistidos e os desalojados abrigados em espaços provisórios...

O que acontecerá depois, perguntamos... quando a TV já não abrir telejornais com as imagens mais horripilantes, quando a "consciência globais" já não estiverem tão sensíveis, e quando as grandes potências tiverem decidido sobre os destinos daquele Povo?

Quando começar o primeiro balanço, em fase de rescaldo e, afinal, quando chegarmos à conclusão que podíamos ter tido outra atitude, evitando, pelo menos, que uma parte daquelas vítimas/sobreviventes não ficasse à inteira mercê do acaso e dos apetites mais vorazes, geradores de novas fatalidades, mais tragédias sobre a tragédia???...

Portugal pode antever já esse horizonte, que é curto, ou não tivéssemos dados factuais na nossa história recente para tal noção estar bem viva; a descolonização, o abandono de Timor-Leste ou, mais recentemente, a complexa questão posta à União Europeia relativamente à imigração clandestina...

A tudo isso, acresce, nos Açores, outra dimensão. A experiência da sujeição às catástrofes naturais e as consequências humanas dos desastres; a emigração para os EUA e Canadá, após a erupção do Vulcão dos Capelinhos (1957), as ajudas recebidas após o sismo de 01 de Janeiro de 1980 ou, mais recentemente, as consequências do repatriamento de segundas gerações, muitas vezes sem critério social e humano adequado.

Se estas razões não nos não bastassem, dir-se-ia ainda que, à medida de cada comunidade, e na devida proporção, existem hoje nos Açores meios logísticos e humanos para acolher grupos de desalojados nas Ilhas, sem que isso implique qualquer sobrecarga para a coesão social existente.

Mais importante: existem pessoas, vontades e comunidades, aptas a desempenhar, voluntária e graciosamente, o seu contributo humanitário, sendo que tal missão muito gratificante seria para quem acolhe, elevando também a matriz humanista de Portugal, por via do gesto. Uma pequena ajuda para uns poucos. Quem nada têm e tudo precisam...
Essa será, também, porventura, uma das nossas melhores formas de ajudar.

Pedimos, portanto, a todos aqueles que considerarem esta iniciativa boa que a façam sua, assinando a petição. E que a divulguem! Para que consigamos propagar um "surto benigno", com epicentro no Portugal mais recôndito.

Cumprimentos cordiais,

P´los signatários,
Ricardo Alves Gomes

LINK PARA PETIÇÃO ONLINE: Ajuda de Portugal ao Haiti: Acolher desalojados na nossa terra

http://www.ipetitions.com/petition/acolherhaiti


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